Diabetes: sinais de alerta e a importância do diagnóstico
O diabetes pode passar despercebido por muito tempo. Saiba quais sintomas merecem atenção e quais exames ajudam no diagnóstico.
O diabetes é uma doença crônica em que o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la de forma adequada, o que leva ao aumento da glicose, o açúcar no sangue. Sem controle, a condição pode afetar diversos órgãos ao longo do tempo. Conhecer os sinais de alerta e fazer o diagnóstico precoce são passos importantes para o cuidado.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.
O que é o diabetes
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que permite que a glicose entre nas células e seja usada como fonte de energia. No diabetes, esse processo não funciona adequadamente, e a glicose se acumula no sangue.
Principais tipos
Diabetes tipo 1
Ocorre quando o organismo produz pouca ou nenhuma insulina. Costuma surgir na infância ou na adolescência, mas pode aparecer em outras idades. Pessoas com diabetes tipo 1 precisam de insulina para viver.
Diabetes tipo 2
É o tipo mais comum. Ocorre quando o organismo não usa a insulina de forma adequada ou não a produz em quantidade suficiente. É mais frequente em adultos e está associado a fatores como excesso de peso e sedentarismo. Muitas vezes, não provoca sintomas por um longo período.
Diabetes gestacional
Surge durante a gravidez e requer acompanhamento no pré-natal.
Sinais de alerta
Segundo o Ministério da Saúde, entre os sintomas mais comuns do diabetes estão:
- sede excessiva;
- vontade frequente de urinar;
- fome excessiva;
- perda de peso sem motivo aparente;
- cansaço;
- visão embaçada.
Outros sinais que podem aparecer incluem feridas que demoram a cicatrizar, infecções frequentes e formigamento nos pés e nas mãos.
No diabetes tipo 2, porém, é comum que a pessoa não tenha sintomas por anos. Por isso, os exames são essenciais, especialmente para quem tem fatores de risco.
Fatores de risco para o tipo 2
- histórico familiar de diabetes;
- excesso de peso;
- sedentarismo;
- hipertensão;
- colesterol ou triglicerídeos alterados;
- histórico de diabetes gestacional;
- idade mais avançada.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é feito por exames de sangue, solicitados por um profissional de saúde. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, os principais critérios incluem:
- glicemia de jejum igual ou superior a 126 mg/dL;
- hemoglobina glicada (HbA1c) igual ou superior a 6,5%;
- outros exames, como o teste de tolerância à glicose, conforme indicação.
Em geral, se apenas um exame vier alterado, ele deve ser repetido para confirmar o diagnóstico. A interpretação dos resultados deve sempre ser feita por um profissional de saúde.
Por que diagnosticar cedo
O diabetes sem controle pode causar complicações ao longo do tempo, afetando:
- olhos, com risco de perda de visão;
- rins;
- nervos, especialmente dos pés;
- coração e vasos sanguíneos.
O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento e adotar mudanças de hábitos que ajudam a prevenir ou retardar essas complicações.
Tratamento e cuidados
O tratamento é individualizado e pode incluir:
- alimentação equilibrada;
- atividade física regular;
- medicamentos orais e/ou insulina, conforme indicação médica;
- monitoramento da glicose;
- acompanhamento regular com a equipe de saúde.
O SUS oferece diagnóstico, acompanhamento e medicamentos para o diabetes, inclusive por meio do programa Farmácia Popular.
Emergências
Sintomas como confusão mental, sonolência intensa, respiração acelerada, náuseas e vômitos em pessoas com diabetes podem indicar alterações graves da glicose. Nesses casos, procure atendimento de urgência ou ligue para o SAMU, no 192.
Prevenção
Manter o peso adequado, praticar atividade física, ter uma alimentação baseada em alimentos in natura e evitar o excesso de açúcar e de ultraprocessados ajudam a reduzir o risco de diabetes tipo 2.
Atenção aos sinais
Conhecer os sintomas e fazer exames periódicos, conforme orientação profissional, são atitudes que permitem identificar o diabetes cedo e manter a saúde sob controle.
Fontes: Ministério da Saúde, página “Diabetes (diabetes mellitus)” e Linha de Cuidado do Diabetes Mellitus tipo 2 no adulto; Sociedade Brasileira de Diabetes, Diretriz – Diagnóstico de diabetes mellitus.
Imagem de capa: Towfiqu barbhuiya / Pexels (Licença Pexels)
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