Maja: “Comecei o ano como 140ª do mundo e ainda tenho muito a evoluir”
Wuhan (China) – A conquista do primeiro WTA 1000 da carreira em Wuhan é um marco importante para Maja Chwalinska. A polonesa de 25 anos comemorou um título inédito na elite do circuito e coroou a grande temporada, que também contou com a final de Roland Garros. Cada vez mais próxima do top 10, ela planeja os próximos passos e quer se firmar entre as melhores.
“Significa muito. Preciso admitir que é uma sensação muito boa. Ainda não assimilei que ganhei, acho que vou precisar de alguns dias”, disse Chwalinska, que virou a partida contra a britânica Sonay Kartal, vencendo por 2/6, 6/4 e 6/2, em 2h43 de jogo.
“Depois de Roland Garros, que foi obviamente incrível, passei por momentos difíceis. Algumas pessoas também foram muito duras comigo e isso me afetou. Sou humana e preciso admitir que foi muito difícil. Mas continuei trabalhando bastante e sou muito grata por ver esse esforço recompensado hoje”, afirmou a polonesa, que salta do 22º para o 11º lugar do ranking.
Até então, Chwalinska havia vencido apenas três torneios da série WTA 125, um deles em Florianópolis, há duas temporadas. Depois de se destacar no circuito juvenil, a polonesa teve uma trajetória acidentada nos primeiros anos de carreira profissional. Ela se afastou das competições em 2021 para tratar da depressão e cuidar da saúde mental. Logo após voltar a jogar, sofreu uma grave lesão no joelho. A retomada na carreira ganhou força a partir de 2024.
“Não tento prever o futuro, então não sei o que ele vai trazer. Mas sou muito grata por estar nesta posição. Comecei a temporada, acho que como 140ª do mundo, e meu objetivo era terminar entre as 100 melhores. Acho que fiz um bom trabalho e estou muito feliz com isso. Mas sinto que ainda tenho muito a melhorar no meu jogo e em mim mesma. É isso que me mantém trabalhando”, explicou a tenista, que iniciou a temporada ocupando o 146º lugar do ranking em janeiro.
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Depois de sofrer três quebras de serviço no primeiro set, Chwalinska conseguiu equilibrar a partida com uma combinação de curtinhas e lobs, enquanto Kartal passou a cometer mais erros não forçados. A variedade de golpes foi decisiva para a virada.
“Senti que estava com pouca energia no começo, mas a Sonay também jogou muito bem e não me deixou jogar meu melhor tênis. Crédito a ela por isso. Aos poucos, comecei a jogar muito melhor e de forma mais agressiva. Também consegui dar mais profundidade às minhas bolas. Não me senti bem no início, mas me orgulho do espírito de luta que demonstrei”.
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