Uso inadequado de medicamentos provoca casos de intoxicação no ES e dispara alerta vernáculo
Neste 5 de maio, que marca o Dia Vernáculo do Uso Racional de Medicamentos, a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) e especialistas da Rede HU Brasil alertam a população sobre os riscos da automedicação e da governo incorreta de medicamentos. A mobilização ocorre devido aos altos índices de intoxicações registrados nos sistemas de saúde, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre práticas seguras de consumo, a término de prevenir reações adversas, agravamento dos quadros clínicos e resistência bacteriana, com atenção próprio às crianças e aos idosos.
O cenário no Espírito Santo
No Espírito Santo, os medicamentos ocupam o primeiro lugar nos casos de intoxicações registrados pelos serviços de saúde. Dados do Meio de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox-ES) apontam tendência de aumento nas ocorrências. Em 2024, o estado registrou 7.152 casos de exposição ou intoxicação por medicamentos. No ano seguinte, em 2025, o número subiu para 8.003. Só nos três primeiros meses de 2026 (janeiro a março), já foram registrados 2.217 casos.
O secretário de Estado da Saúde, Kim Barbosa, ressalta que o uso racional é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre gestão, profissionais e pacientes. “A data nos convida a refletir sobre práticas seguras no uso de medicamentos. É fundamental que a população evite a automedicação, siga corretamente as orientações médicas e farmacêuticas e entenda que todos os medicamentos, mesmo os mais comuns, podem apresentar riscos quando utilizados de forma inadequada”, disse o secretário.
Os episódios de intoxicação variam de consonância com a filete etária. A toxicologista do Ciatox-ES, Rinara Angélica de Andrade Machado, explica que a maioria dos casos pode ser evitada com protocolos básicos de segurança em mansão. “Observamos diariamente casos relacionados a doses incorretas, troca de medicamentos ou uso sem récipe médica. Crianças e idosos são os mais vulneráveis. No caso das crianças, muitas intoxicações ocorrem por ingestão eventual. Entre os idosos, o uso simultâneo de vários medicamentos pode aumentar o risco de interações e efeitos adversos”, explicou o médico.
Para emergências ou suspeitas de intoxicação no estado, a orientação solene é procurar imediatamente um serviço de saúde ou entrar em contato com o Ciatox-ES pelo telefone 0800 283 9904.
Problema de saúde pública no Brasil
A situação no Espírito Santo reflete um problema de proporções nacionais. Uma pesquisa de 2022, do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ), revelou que nove em cada dez brasileiros praticam a automedicação. Ao mesmo tempo, um item do International Journal of Advanced Engineering Research and Science demonstrou que, entre 2012 e 2021, o país teve pelo menos 596 milénio casos de intoxicação por medicamentos.
Profissionais da Rede HU Brasil, novidade denominação adotada em 2026 pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Ensino (MEC) e responsável por 45 hospitais universitários federais, destacam as graves consequências dessa prática. Segundo Juliano Pereira, patrão do Setor de Farmácia Hospitalar do Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFNT), o uso irregular pode motivar mascaramento de doenças graves, obediência química e danos aos rins. Ele cita também a “polifarmácia”, problema geral entre idosos que consomem vários medicamentos simultaneamente, aumentando o risco de interações medicamentosas.
“Muitas vezes o paciente acredita que se for remédio não faz mal. Esse é um dos maiores mitos que precisamos desconstruir. Os medicamentos salvam vidas, mas quando usados sem critério também podem e irão colocá-las em risco”, alerta Vicente Dantas, patrão do Setor de Farmácia Hospitalar do Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS).
Outro ponto crítico é a resistência aos antibióticos gerada pela interrupção dos tratamentos ou uso sem récipe médica. A prática cria as chamadas “superbactérias”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a resistência bacteriana já motivo mais de 1,2 milhão de mortes anualmente em todo o mundo, com projeção de ultrapassar 10 milhões de mortes por ano até 2050 se o cenário não for revertido.
Assistência, dispensação e tecnologias
Uma vez que resposta estrutural, o Sistema Único de Saúde (SUS) trabalha para promover o uso racional, noção estabelecido pela OMS em 1985, que determina que o paciente receba o medicamento adequado à sua exigência, na ração e no horário corretos e ao menor dispêndio provável.
No contexto estadual, a Farmácia Cidadã do Espírito Santo oferece entrega gratuita e especializada de 288 medicamentos, abrangendo tratamentos de eminente dispêndio e doenças raras. Em 2025, o Governo do Estado investiu R$ 190.219.520,20 na compra de medicamentos, insumos e fórmulas nutricionais, atendendo 144.097 pacientes. Neste ano, de janeiro a 28 de abril, foram investidos R$ 61.061.942,51 em recursos estaduais, atingindo 114.460 pacientes.
A gerente de Assistência Farmacêutica da Sesa, Grazielle Massariol, destaca a preço do protótipo.
“A rede estadual conta com Farmácias Cidadãs, que dispensam os medicamentos de forma orientada, garantindo que o paciente entenda porquê utilizar corretamente cada medicamento ou insumo. O comitiva do uso dos medicamentos com um profissional farmacêutico é fundamental para evitar erros e promover melhores resultados no tratamento”, realçado. O serviço também inclui consultórios farmacêuticos para o tratamento de doenças crónicas, porquê a diabetes.
Na esfera federalista, os hospitais da Rede HU Brasil adotam tecnologias e rotinas clínicas para mitigar riscos. No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), em Santa Catarina, é utilizado o sistema de Perceptibilidade Sintético Noharm, que analisa em tempo real dados de pacientes, porquê exames e receitas, para identificar perigos. Ações semelhantes de triagem e conciliação medicamentosa ocorrem em unidades porquê HDT-UFT e HUL-UFS, onde os farmacêuticos atuam diretamente nas consultas clínicas e na avaliação diária das prescrições.
Orientações e cuidados essenciais
Para sustar os riscos de intoxicações no envolvente doméstico, a Secretaria de Saúde listou protocolos de segurança específicos para a população. Recomenda-se armazenar todos os medicamentos em locais seguros, protegidos do calor e da umidade, além de sempre verificar o prazo de validade e ler atentamente os rótulos.
Para crianças:
- Respeitar rigorosamente a ração prescrita;
- Utilizar dispositivos apropriados para medir o medicamento;
- Mantenha as embalagens fora da vista e do alcance das crianças;
- Não se refira aos medicamentos porquê “doces” ou “doces”;
- Use estritamente o que foi prescrito pelo médico, sem reutilizar receitas antigas.
Para idosos:
- Evitar a automedicação, principalmente para pacientes que fazem uso contínuo de outros medicamentos;
- Informar o médico e o farmacêutico sobre todos os produtos consumidos rotineiramente, incluindo compostos fitoterápicos;
- Utilize organizadores de comprimidos para evitar confusões e mudanças de horário;
- Seguir pontualmente as doses e horários indicados;
- Manter comitiva profissional regular para determinar interações entre os medicamentos utilizados.
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