Carregando agora

ES confirma primeiro caso de Mpox em 2026 e Ministério da Saúde entra em alerta

ES confirma primeiro caso de Mpox em 2026 e Ministério da Saúde entra em alerta

ES confirma primeiro caso de Mpox em 2026 e Ministério da Saúde entra em alerta

O Espírito Santo registrou o primeiro caso confirmado de Mpox em 2026, diagnosticado em um paciente do sexo masculino, com idade entre 30 e 39 anos, residente no município de Colatina, região Noroeste do estado. A Secretaria de Estado de Saúde também investiga um caso suspeito na Grande Vitória. O cenário lugar reflete a contínua circulação do vírus no Brasil, que já atingiu a marca de 90 infecções confirmadas em todo o território pátrio neste ano, levando as autoridades de saúde a reforçarem as medidas de vigilância e prevenção.

O cenário no Espírito Santo
Segundo dados oficiais da Situação Epidemiológica do estado, referentes às semanas 01 a 06 de 2026, o Espírito Santo registrou um totalidade de 15 notificações da doença. Desse montante, 13 casos já foram formalmente descartados e um permanece classificado porquê suspeito. O único paciente com diagnóstico confirmado apresentou uma série de sinais clínicos característicos da infecção, incluindo febre súbita, erupção cutânea, astenia (fraqueza), dor de cabeça, dor de goela e dores musculares.

Visão universal pátrio
O monitoramento do Ministério da Saúde indica que o Brasil vem registrando casos regularmente. Em 2024, o país fechou o ano com 2.022 casos, seguidos de 1.047 notificações em 2025. Em 2026, os registros já chegam a 90 episódios confirmados.

O estado de São Paulo tem o maior número de infectados, com 63 casos, seguido pelo Rio de Janeiro (15), Rondônia (4) e Minas Gerais (3). Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (1), Paraná (1) e Província Federalista (1) também estão na lista de transmissão. Além das confirmações, foram registradas mais de 180 notificações suspeitas no país; destes, 57 já foram descartados posteriormente investigação laboratorial. A maioria dos pacientes diagnosticados apresenta evolução ligeiro a moderada, sem registros atuais de mortes ou quadros graves associados a essas novas infecções, embora estimativas indiquem que as complicações da doença podem ser fatais em até 10% dos casos mais críticos se não houver séquito.

Transmissão e risco de novos surtos
Mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. Embora originada de animais, porquê roedores silvestres, a principal forma de contágio atual ocorre entre humanos, por meio de contato íntimo ou muito próximo.

A transmissão ocorre predominantemente por contato direto com lesões cutâneas, exposição a fluidos corporais (porquê pus e sangue de feridas) e secreções respiratórias em situações prolongadas. Objetos contaminados, porquê toalhas e lençóis, também representam risco.

Em entrevista, o virologista e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Brandão, explicou a dinâmica do patógeno: “O Mpox não é um vírus transmitido pelo ar amplamente, porquê o Covid-19. Requer contato próximo e direto, geralmente pele a pele.

Sobre o risco de uma novidade crise global, o técnico descarta a iminência de uma pandemia, mas alerta para picos regionais. “O Carnaval certamente pode ter impacto. Os vírus gostam das pessoas ao volta das pessoas. Esse aumento na interação pode propiciar a transmissão e gerar picos regionais de casos”, avalia Brandão, destacando também a possibilidade de reinfecção e introdução de novas cepas virais por turistas estrangeiros.

Sintomas, diagnóstico e tratamento
O período de incubação do vírus varia de três a 16 dias, podendo persistir até 21. Os primeiros sinais geralmente envolvem febre, inchaço (gânglios linfáticos inchados), dores de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza. As lesões cutâneas aparecem logo posteriormente a febre, evoluindo de manchas para bolhas cheias de líquido até a formação de crostas. O paciente transmite a doença desde o início dos sintomas até a cicatrização completa da pele, processo que dura entre duas e quatro semanas.

O diagnóstico é laboratorial, obtido através da estudo de secreções da ferida. Não existe medicamento antiviral específico amplamente utilizado para medicar a doença. “O que estamos tratando são os sintomas, principalmente as lesões de pele. Portanto o tratamento é sintomático”, diz o professor da USP. A principal recomendação médica para os infectados é o isolamento súbito.

Imunização e grupos prioritários
A vacinação contra a Mpox não é oferecida em grande graduação ao público em universal. O Ministério da Saúde destina doses exclusivamente para grupos com maior risco de desenvolver formas graves da infecção. São elegíveis para receber a vacina:

  • Pessoas vivendo com HIV/AIDS com imunossupressão (CD4 menos de 200 células nos últimos seis meses), com foco em homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais;
  • Profissionais de laboratório que lidam diretamente com Orthopoxvirus;
    Indivíduos que tiveram contato de médio ou cumeeira risco com casos suspeitos ou confirmados, com base na avaliação da vigilância epidemiológica.

As autoridades de saúde reforçam que qualquer pessoa que apresente sintomas suspeitos ou que tenha sido exposta a indivíduos infectados deve procurar atendimento médico do Sistema Único de Saúde (SUS) e evitar contato com terceiros até receber um diagnóstico formal.

manadeira da materia

Share this content:

Publicar comentário