Lula tem 47,7%; Flávio Bolsonaro, 42,2% no segundo vez, mostra pesquisa Futura
Um novo levantamento eleitoral feito pela Futura Perceptibilidade, publicado nesta sexta-feira (22), aponta a deterioração da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) e o consequente isolamento na liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pesquisa reflete o impacto do vazamento de mensagens de áudio envolvendo o parlamentar e banqueiro Daniel Vorcaro, ocorrido no dia 13 de maio. Realizada por telefone entre os dias 15 e 20 de maio com 2 milénio eleitores, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Lula aumenta vantagem no cenário instintivo
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o presidente Lula registrou 37,9% de intenção de voto, na presença de 24,9% de Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior do instituto, publicada em 11 de maio, o PT tinha 34,9% e o senador 27,8%. Com esta variação, a diferença entre os dois principais concorrentes passou de 7,1 para 13 pontos percentuais.
Também espontaneamente, os eleitores citaram outros nomes:
Romeu Zema (Novo): 1,9%
Ronaldo Tombado (PSD): 1,2%
Renán Santos (Missão): 0,9%
Ciro Gomes (PSDB): 0,6%
Ratinho Jr (PSDB): 0,1%
Augusto Cury (Avante): 0,1%
Os pré-candidatos Aldo Rebelo (DC) e Eduardo Leite (PSD) não pontuaram neste cenário. Os eleitores indecisos representam 19,2%, enquanto os votos brancos e nulos representam 8,4%.
Três cenários testados para a primeira rodada
A sondagem estimulada apresentou três listas diferentes de potenciais candidatos ao primeiro vez das eleições presidenciais. No cenário principal (Cenário 1), Lula lidera com 42,7% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 35,6%.
Cenário 1 (com Flávio Bolsonaro e Romeu Zema)
Lula (PT): 42,7%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,6%
Romeu Zema (Novo): 3,9%
Ronaldo Tombado (PSD): 3,3%
Renán Santos (Missão): 1,7%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1,0%
Augusto Cury (Avante): 0,9%
Aldo Rebelo (DC): 0,4%
Branco/Nulo: 7,8%
Indeciso: 2,8%
Cenário 2 (sem Flávio Bolsonaro)
Na carência do senador Flávio Bolsonaro, Lula lidera com 39%. Romeu Zema aparece com 13,3%, seguido de perto por Ronaldo Caiado, com 13,1%. Renan Santos pontua com 3,1% e Cabo Daciolo com 2,9%. Augusto Cury chega a 2,6% e Aldo Rebelo chega a 1,6%. Neste contexto, os brancos e nulos somam 18,3% e os indecisos chegam a 6,1%.
Cenário 3 (substituição por Michelle Bolsonaro)
Quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é incluída uma vez que candidata do PL no lugar de Flávio, Lula registra 40% das intenções de voto na presença de 27,4% de Michelle. Zema aparece com 7,5% e Caiado com 6,5%. Augusto Cury e Renan Santos empatam com 2%, Cabo Daciolo obtém 1,3% e Aldo Rebelo obtém 0,4%. Os brancos e nulos somam 9,7% e os indecisos 3,1%.
Simulações de mudança de tendência e escoamento superficial.
A Futura Intelligence testou quatro cenários de segunda rodada. Na disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o atual presidente passou a liderar numericamente em termos de opções de voto, na presença de 42,2% do senador. Os votos em branco e nulos somam 9% e 1,2% não souberam responder.
Embora o PT tenha vantagem numérica de 5,5 pontos percentuais, a situação configura empate técnico com margem de erro de 2,2 pontos. Na pesquisa anterior a 11 de maio, Flávio Bolsonaro estava adiante numericamente, com 46,9% na presença de 44,4% de Lula.
Nos demais cenários de segundo vez simulados pelo instituto, os resultados foram:
- Lula x Romeu Zema: Lula tem 48,3% na presença de 35,9% do ex-governador de Minas Gerais. Os brancos e nulos somam 13,9% e os indecisos representam 1,9%.
- Lula x Ronaldo Caiado: Lula registra 47,6% contra os 36,5% do governador de Goiás. Brancos e nulos chegam a 14,3% e os indecisos permanecem em 1,6%.
- Lula x Michelle Bolsonaro: Lula chega a 47,9% na presença de 41,6% da ex-primeira-dama. Os votos em branco e nulos somam 9,6% e os votos indecisos somam 1%.
A queda de Flávio Bolsonaro não beneficia terceiros
Segundo a estudo técnica dos dados feita pelo instituto, a perda de escora ao senador não se traduziu em prolongamento direto de Lula ou nas candidaturas da chamada “terceira via”. O diretor da Futura Perceptibilidade, José Luiz Orrico, explicou o comportamento do eleitorado em seguida o incidente do vazamento.
“Houve impacto, e o interessante é que o Lula não mudou, não subiu nem caiu, as intenções do Flávio foram as que caíram. Nas outras pesquisas, ele venceria no segundo vez”.
Orrico explicou que o basta índice de repudiação a Lula funciona uma vez que fator de contenção e impede a transmigração direta de votos.
“Nesses tipos de questões temos que esperar, porque Lula tem uma repudiação muito grande e se o Flávio não mostrar capacidade de reação pode eclodir outro candidato. Se esse candidato não eclodir, os eleitores que saíram dele não irão para Lula, irão para os candidatos em branco e nulos.”
O diretor acrescentou que pré-candidatos uma vez que Romeu Zema, Renan Santos e Ronaldo Caiado continuam estagnados nas pesquisas. Segundo Orrico, “Quando temos dois candidatos que polarizam a investigação, onde só se vê o nome de um ou de outro, não é tão geral que apareça um terceiro candidato com tanta facilidade.” As redes sociais podem projetar nomes uma vez que Renan Santos, mas isso ainda não tem impacto nas pesquisas quantitativas. Nomes especulados, uma vez que o do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa e do deputado federalista Aécio Neves, permanecem sem definição factual.
A verdadeira estabilização do quadro eleitoral só é esperada no segundo semestre do ano. “Tudo pode ocorrer, o melhor é esperar. Agora estamos iniciando as campanhas e, até hoje, nunca vi uma campanha com tantos acontecimentos acontecendo. declarou Orrico, que vê o cenário consolidado a partir de agosto.
origem do desgaste
A queda na audiência de Flávio Bolsonaro ocorre em função do áudio transmitido pelo Intercept Brasil no dia 13 de maio. Na gravação gravada, o senador solicita recursos financeiros ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O objetivo do repasse foi financiar a produção do filme “Dark Horse”, que aborda a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações publicadas apontam para uma negociação com aporte previsto de US$ 24 milhões, dos quais US$ 10 milhões já teriam sido pagos em pagamentos prorrogados até 2025.
Dados da pesquisa
Identificação perante o TSE: Matrícula BR-06529/2026.
Modelo: 2.000 eleitores entrevistados por telefone, com 16 anos ou mais.
Abrangência: 878 municípios em todas as regiões do Brasil.
Período de coleta: Entre 15 e 20 de maio de 2026.
Margem de erro: mais ou menos 2,2 pontos percentuais.
Nível de crédito: 95%.
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