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Congresso derruba vetos de Lula, libera recursos para cidades endividadas e autoriza doações em eleições

Congresso derruba vetos de Lula, libera recursos para cidades endividadas e autoriza doações em eleições

Congresso derruba vetos de Lula, libera recursos para cidades endividadas e autoriza doações em eleições

O Congresso Vernáculo anulou, em sessão conjunta realizada nesta quinta-feira (21), quatro vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. A medida restabelece o repasse de recursos federais e a assinatura de convênios com municípios inadimplentes que tenham até 65 milénio habitantes, além de autorizar a doação de bens, títulos e benefícios pela governo pública nos três meses anteriores às eleições. As decisões ocorreram em plena Marcha dos Prefeitos de Brasília e coincidem com uma série de votações na Câmara dos Deputados que alteram as regras de controle partidário e de transparência dos gastos públicos.

Com a repudiação dos vetos de deputados e senadores, as medidas entram em vigor e os textos são promulgados no prazo de 48 horas. Caso a Presidência da República não as promulgue, a função caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No totalidade, o Executivo vetou 44 dispositivos da LDO de 2026, restando 40 vetos ainda pendentes de estudo pelo Legislativo.

Flexibilidade fiscal para pequenos municípios
O dispositivo que permite o repasse de recursos a municípios inadimplentes estabelece que municípios com até 65 milénio habitantes não dependam do cumprimento fiscal para exprimir nota de compromisso, realizar repasses de recursos, firmar convênios e receber doações de bens, materiais e insumos.

O governo federalista vetou o item alegando que a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000) exige o cumprimento das transferências voluntárias, e que uma lei ordinária temporária, uma vez que a LDO, não poderia expelir essa regra.

O Executivo apontou ainda que a isenção violaria a Constituição Federalista ao beneficiar os devedores da Previdência Social. Porém, a base governista criou um concórdia para revogar levante e outros dois vetos de infraestrutura, com votação que superou 425 votos na Câmara e 65 no Senado. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a medida atende a pedidos de gestores locais.

“Os atuais desafios orçamentais e fiscais que as câmaras municipais têm enfrentado tornam esta sessão extremamente importante.” declarou Alcolumbre, destacando que 92% dos municípios brasileiros têm menos de 65 milénio habitantes e muro de 3,2 milénio cidades estão inadimplentes. A expectativa é que pelo menos 3,1 milénio municípios sejam beneficiados diretamente.

Polêmica sobre doações durante o período eleitoral
Outro veto rejeitado restabeleceu a regra que permite ao poder público realizar doações de bens, numerário ou benefícios durante os três meses anteriores às eleições, o chamado período de proibição eleitoral, desde que haja contrapartida (arrecadação) do município ou estado beneficiário. O texto da LDO não detalha quais tipos de doações são permitidas, unicamente exige que a entidade receptora ofereça uma contrapartida ampla, uma vez que o fornecimento de terrenos ou um pequeno complemento financeiro.

Esse veto específico foi derrubado por 281 votos dos deputados e 48 dos senadores, enfrentando resistência dos partidos alinhados ao Palácio do Planalto. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), defendeu a manutenção da restrição para preservar a paridade de condições entre os candidatos. “Na prática, um candidato a deputado federalista bem por um prefeito pode se beneficiar de outro candidato que tenha base eleitoral neste município e não tenha esse vínculo com o prefeito”, ele afirmou.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) criticou a medida, apontando o risco do uso da máquina pública. A deputada Bia Kicis (PL-DF) defendeu a repudiação do veto, afirmando que a liberação atende às necessidades da população. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) qualificou a flexibilização uma vez que “antirrepublicana”, argumentando que abre espaço para ilegalidades no período eleitoral.

A extensão técnica do Congresso, por meio do parecer das Consultorias Orçamentárias da Câmara e do Senado, havia se posicionado contra a reversão, alinhando-se ao argumento do Executivo de que a LDO criou uma exceção indevida à Lei Eleitoral permanente. Organizações de fiscalização pública, uma vez que a Transparência Brasil, alertaram que a brecha lícito legaliza o injúria do poder político e permite doações indiretas de parlamentares por meio de emendas direcionadas a órgãos federais que atuam na entrega final de mercadorias, uma vez que tratores e ambulâncias.

Recursos para estradas e hidrovias
Os parlamentares também derrubaram dois vetos que bloqueavam a destinação de recursos orçamentários da União para a construção e manutenção de rodovias estaduais e municipais, além da rede hidroviária brasileira, mesmo quando estas não estejam sob jurisdição federalista. As transferências são autorizadas desde que as rotas operem na integração de transporte ou no escoamento da produção agrícola.

A Presidência argumentou que a medida descaracterizaria a finalidade dos programas orçamentários federais, mas o Congresso manteve o entendimento de que disposições semelhantes estão em vigor desde a LDO de 2008 e são necessárias para a logística vernáculo.

Mini-reforma eleitoral avança na Câmara
As decisões sobre o orçamento coincidem com a aprovação, na noite desta terça-feira (19), do miniprojeto de reforma eleitoral (PL 4822/2025) pela Câmara dos Deputados. A material foi votada de forma simbólica, sem registro dos votos individuais no quadro eletrônico, e seguiu para estudo no Senado.

O projeto altera as regras da legislação partidária e reduz os mecanismos de controle de gastos. Entre os principais pontos aprovados estão:

  • Estabelecendo limite de R$ 30 milénio
  • Proibição de bloqueio, inquietação ou suspensão de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral para pagamento de dívidas judiciais;
  • Redução do prazo de avaliação das contas partidárias pelo Tribunal Eleitoral de cinco para três anos, sob pena de o processo terminar sem decisão final;
  • Pagamento de dívidas de legendas em até 15 anos;
  • Lei de que cada diretório partidário responda separadamente pelas próprias irregularidades;
  • Autorização para envio em volume de mensagens automatizadas a eleitores previamente cadastrados.

O Movimento de Combate à Prevaricação Eleitoral (MCCE), formado por mais de 70 entidades, incluindo a Conferência Vernáculo dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), emitiu um transmitido rejeitando a proposta, chamando-a de “grave retrocesso” que enfraquece a transparência, aprofunda as anistias pelo descumprimento de cotas raciais e de gênero e ignora os impactos da desinformação massiva. Por outro lado, o relator do projeto, deputado Rodrigo Gambale (Podemos-SP), afirmou que as mudanças proporcionam segurança jurídica, otimizam a gestão das associações e aplicam os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade à fiscalização.

Término do sigilo nas despesas de viagem
Também nesta quinta-feira (21), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que proíbe a imposição de sigilo às despesas de viagens da governo pública federalista. A proposta, elaborada pelos deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) e apresentada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), vai para votação no Senado.

A medida foi articulada pela oposição depois que o governo federalista classificou uma vez que confidenciais as informações sobre os gastos da primeira-dama, Rosângela Silva, em Novidade York em 2024. Segundo o texto, o chegada aos dados sobre diárias, passagens, hospedagem, alimento e transporte passa a ser um recta reservado pela Lei de Chegada à Informação (LAI), vedando a classificação dessas despesas uma vez que essenciais para a segurança do Estado.

Ficam excluídas unicamente informações que coloquem em risco a segurança do presidente, vice-presidente, cônjuges e filhos, das quais sigilo será mantido até o final do procuração. O projeto também altera a legislação para qualificar a emprego de sigilo com o objetivo de ocultar atos ilícitos ou obter vantagens pessoais uma vez que improbidade administrativa e infração penal.

Cenário de contratação nos municípios
A pressão municipalista por recursos federais ocorre num período de possante expansão das estruturas administrativas locais. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgada pelo Ministério do Trabalho e Ocupação indicam que, ao longo de 2025, os prefeitos brasileiros abriram 1,18 milhão de vagas formais de tarefa, superando a soma de todas as empresas privadas não estatais do país, que geraram 1,03 milhão de empregos. No totalidade, o tarefa formal no Brasil cresceu 5% em 2025, atingindo um estoque recorde de quase 60 milhões de empregos ativos.

O aumento nas contratações municipais foi de 18,2%, impulsionado principalmente pela recepção de 755 milénio trabalhadores temporários (aumento de 68% na categoria). Esta medida reduziu o salário médio no sector público em 2,3%, uma vez que os contratos temporários oferecem salários mais baixos do que as vagas preenchidas por funcionários públicos. No setor privado, a remuneração média caiu 0,3%.

Especialistas apontam que o propagação das contratações municipais está ligado à descentralização dos serviços públicos de saúde, instrução, assistência social e segurança, por meio das guardas municipais. Joice Toyota, diretora-executiva da organização Motriz, avalia que o padrão temporário dá facilidade aos prefeitos, mas considera que o mecanismo pode penetrar espaço para o uso político de cargos em períodos de campanha.

Daniel Duque, pesquisador do FGV Ibre, associa a ampliação de vagas ao aumento de receitas e transferências decorrentes da transição para o novo marco fiscal, ressaltando, porém, que os prefeitos agora enfrentam restrições e pressões para sofrear despesas.

Pronunciação política no Senado
Diante das derrotas no Congresso e do progressão das agendas da oposição, a bancada petista se reuniu na última terça-feira (19) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na tentativa de restabelecer o diálogo direto entre o encarregado do Legislativo e o presidente Lula. A relação entre o Palácio do Planalto e Alcolumbre ficou tensa desde a repudiação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federalista (STF).

A reunião contou com a presença da líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PE), do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, e do senador Camilo Santana (CE). Na reunião, parlamentares do governo solicitaram rapidez na tramitação da PEC da Segurança Pública e do marco lícito para a exploração de terras raras, matérias já aprovadas pela Câmara. A bancada também procura prometer uma votação rápida do projeto de término do cronograma de obras 6×1, considerado prioridade do governo antes do período eleitoral. Os interlocutores qualificaram a reunião uma vez que positiva, embora Alcolumbre não tenha se comprometido imediatamente a marcar uma data para as votações.

manadeira da materia

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