Iga aponta o que precisa melhorar para 2027 após frustração
Varsóvia (Polônia) – Com a temporada encerrada antecipadamente por causa de uma lesão na coxa esquerda, Iga Swiatek já sabe o que precisa melhorar em seu jogo para 2027. Em entrevista à plataforma chinesa Migu, a polonesa destacou a necessidade de subir mais à rede e aperfeiçoar o saque e voleio.
“Acho que é bastante óbvio o que preciso melhorar. Sempre foi o jogo de saque e voleio, ir um pouco mais à rede. Mas haverá tempo para tudo”, afirmou a ex-número 1 do mundo.
Swiatek reconheceu que o calendário dificulta mudanças técnicas durante a temporada. “No tênis, não é tão fácil fazer muitas mudanças e desenvolver o jogo constantemente, porque passamos a maior parte do ano tentando nos adaptar às condições de cada lugar. Não temos dois ou três meses de preparação, como acontece em outros esportes”, explicou.
A tenista de 25 anos também falou sobre o desafio de trabalhar novos golpes sem deixar de lado as competições. “A cada mês surgem pequenas coisas que precisam ser trabalhadas. Você tenta evoluir como tenista, mas também precisa estar pronta para a próxima competição”, acrescentou.
Atual número 9 do mundo, Swiatek começou 2026 na segunda colocação do ranking e teve uma temporada irregular, especialmente nos torneios de Grand Slam. Chegou às quartas de final do Aberto da Austrália, mas não repetiu a campanha nos outros três principais eventos do circuito. Em compensação, conquistou o WTA 1000 de Toronto.
Na última terça-feira, a polonesa anunciou que não voltaria a competir neste ano por não ter se recuperado da lesão na coxa esquerda sofrida em Wuhan. Ela já havia desistido dos torneios de Ningbo e Tóquio e ficou fora do WTA Finals pela primeira vez desde 2020, depois de cinco participações consecutivas. Swiatek foi campeã do torneio em 2023.
Swiatek elogia trabalho de Roig
Dona de seis títulos de Grand Slam, Swiatek também falou sobre a parceria com o espanhol Francisco Roig, ex-treinador de Rafael Nadal, contratado em abril para substituir o belga Wim Fissette.
“Quando você escolhe um treinador, precisa ter alguma confiança, porque nunca sabe com certeza se ele será a pessoa certa. Depois de uns dois meses, consegue entender melhor as ideias dele”, observou.
Swiatek contou que gostou da proposta apresentada por Roig desde as primeiras conversas. “Gostei da visão que ele tinha e ouvi muitas coisas boas a seu respeito. Ele também mostrou disposição para se comprometer desde o início, viajar para vários torneios e fazer as mudanças necessárias no meu jogo”, destacou.
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Para a polonesa, o trabalho com Roig exige paciência, mesmo quando os resultados não aparecem. “Estou muito feliz por trabalharmos juntos. Acho que está indo muito bem, mas desenvolver o jogo é um processo mais longo. Isso dá tranquilidade, porque, mesmo quando uma semana não funciona, sabemos que estamos olhando para um horizonte maior”, concluiu.
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