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Vorcaro financiou hotel de luxo em Lisboa para Hugo Motta e Ciro Nogueira, nota PF

Vorcaro financiou hotel de luxo em Lisboa para Hugo Motta e Ciro Nogueira, nota PF

Vorcaro financiou hotel de luxo em Lisboa para Hugo Motta e Ciro Nogueira, nota PF

A Polícia Federalista identificou, a partir da estudo do material apreendido, que o possessor do Banco Master, e agora recluso, Daniel Vorcaro, pagou a hospedagem do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Lisboa, no final de junho de 2024, conforme revelou a Folha de S. Paulo. A revelação ocorre no contexto de uma ampla investigação sobre a instituição financeira, que investiga desde o pagamento de diárias a parlamentares até a atuação de uma suposta milícia privada, fator que levou o Supremo Tribunal Federalista (STF) a substanciar o esquema de segurança do ministro André Mendonça, atual relator do caso.

Requisitos de arranjo e privacidade
As reservas financiadas pela Vorcaro foram feitas no hotel Four Seasons para o período de 24 a 30 de junho de 2024. Paralelamente, a capital portuguesa sediou o Fórum Jurídico de Lisboa, evento liderado pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. No dia 18 de junho, o ex-banqueiro pediu a um facilitar que reservasse um quarto e mais duas suítes para os parlamentares.

Dados da Polícia Federalista mostram que Vorcaro exigiu um projecto possante para evitar que o grupo fosse visto. Em um áudio interceptado, ele detalhou instruções ao seu assistente. “Preciso muito que vocês prestem atenção na questão da segurança. A cidade está lotada, eu estava lá agora há pouco. Tive uma reunião lá na boate. Tem que ter certeza de que o lugar em frente ao restaurante também está privatizado porque senão dá para ver tudo lá dentro”, disse. o empresário ordenou. Ele também acrescentou o rigor do controle de aproximação: “Poderia ser o Papa que não pode registar ninguém que não esteja na lista”.

Contactados por meio de seus assessores, Hugo Motta e Ciro Nogueira não comentaram o caso.

Operação Zero Compliance e suspeita de subvenção
O envolvimento do senador Ciro Nogueira, presidente pátrio do PP e ex-ministro da Vivenda Social, já havia sido cândido da Polícia Federalista em maio, durante uma período da Operação Cumprimento Zero. Os agentes cumpriram mandados de procura e inquietação em endereços ligados ao parlamentar sob a suspeita de que ele recebesse valores mensais entregues por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.

Segundo as investigações, Felipe mantinha uma parceria que envolvia pagamentos iniciais de R$ 300 milénio mensais ao senador, com indícios de que o valor posteriormente foi aumentado para R$ 500 milénio. A polícia também investiga o financiamento de outras despesas pessoais do parlamentar, uma vez que viagens em aviões particulares. Na estação da operação, Ciro Nogueira negou ter cometido irregularidades. Felipe Vorcaro está recluso.

Votações no STF e denúncias rejeitadas
O horizonte dos familiares do possessor do Banco Master está nas mãos da Segunda Turma do STF, em sessão presencial marcada para a tarde desta terça-feira (16). O ministro Gilmar Mendes devolveu o pedido de revisão do processo que avalia a manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel, com decisão que será estendida ao primo Felipe.

Henrique foi recluso há um mês, culpado de atuar uma vez que operador financeiro do rebento e de coordenar um projecto de intimidação contra opositores do grupo. O relator do processo, ministro André Mendonça, e o ministro Luiz Fux já votaram em prol da manutenção dos presídios. Considera-se que Gilmar Mendes, que tem criticado as prisões preventivas por considerá-las ferramentas para forçar denúncias, votará em prol da libertação.

Porquê o ministro Dias Toffoli se declarou incapaz de atuar nos casos do Banco Master, a decisão final dependerá do voto de desempate do ministro Kassio Nunes Marques, pressionado pelos ex-aliados do banqueiro.

As tentativas de Daniel Vorcaro de uma colaboração premiada sofreram um revés na última segunda-feira. A Procuradoria-Universal da República (PGR) recusou informar o ex-banqueiro, argumentando que a informação prestada era insuficiente para justificar os benefícios legais. A Polícia Federalista já havia rejeitado as condições.

Ameaças e segurança aprimorada para o palestrante
A sisudez das constatações em torno do Banco Master motivou o STF a aumentar a proteção física do ministro André Mendonça. A medida foi tomada posteriormente o tribunal identificar um risco maior à integridade do magistrado, que assumiu o comando da investigação em fevereiro posteriormente a saída de Dias Toffoli (deposto posteriormente serem reveladas suas ligações com o banco).

O segundo mandado de prisão contra Daniel Vorcaro foi expedido por Mendonça em março, posteriormente a Polícia Federalista extrair mensagens do celular do empresário sobre a manutenção de uma milícia privada chamada “A Turma”, destinada a constranger e ameaçar inimigos.

O novo protocolo de segurança do ministro inclui um transitivo maior de policiais, a utilização de equipes especiais e agentes à paisana para acompanhá-lo em todas as suas atividades externas, que incluem aulas nas universidades Mackenzie e Salamanca, gestão do Instituto Iter e pregação uma vez que pastor na Igreja Presbiteriana de Pinheiros. Mendonça também é relator da investigação de fraudes no Instituto Pátrio do Seguro Social (INSS). No tratamento dos casos, o magistrado fragmentou as investigações para evitar vazamentos e garantiu maior autonomia à Polícia Federalista.

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