Mamografia, ultrassom e ressonância: entenda as diferenças
Cada exame de imagem das mamas tem uma função específica. Conhecer as diferenças ajuda a entender o pedido médico e a reduzir a ansiedade.
Durante o Outubro Rosa, a mamografia é o exame mais lembrado. Mas, ao longo de uma investigação ou de um acompanhamento, o médico pode solicitar outros exames de imagem, como a ultrassonografia e a ressonância magnética. Cada um tem características próprias e responde a perguntas diferentes. Entender para que serve cada exame ajuda a pessoa a se preparar e a dialogar melhor com o profissional de saúde.
Mamografia
A mamografia é um exame de raio-x das mamas. Durante o procedimento, cada mama é posicionada e comprimida entre duas placas do aparelho por alguns segundos, para que as imagens fiquem nítidas.
Para que serve
- Rastreamento: em mulheres sem sintomas, nas faixas etárias definidas pelas diretrizes do Ministério da Saúde, para detectar alterações em fase inicial;
- Diagnóstico: para investigar sinais ou sintomas, como nódulos, em qualquer idade, quando indicado pelo médico.
Pontos importantes
A mamografia é capaz de identificar alterações muito pequenas, incluindo microcalcificações, que podem não ser percebidas ao toque. É o exame de referência para o rastreamento do câncer de mama. A compressão pode causar desconforto passageiro.
Ultrassonografia
A ultrassonografia usa ondas sonoras para formar imagens das mamas. Não utiliza radiação. Durante o exame, o profissional aplica um gel sobre a pele e desliza um aparelho chamado transdutor.
Para que serve
- Complementar a mamografia, ajudando a esclarecer achados;
- Diferenciar nódulos sólidos de cistos, que são bolsas com líquido;
- Avaliar mamas de mulheres jovens, que costumam ter tecido mamário mais denso;
- Guiar procedimentos, como punções e biópsias.
Pontos importantes
A ultrassonografia é muito útil em situações específicas, mas não substitui a mamografia no rastreamento populacional, segundo as diretrizes oficiais. Ela costuma ser solicitada como exame complementar.
Ressonância magnética
A ressonância magnética usa um campo magnético e ondas de rádio para produzir imagens detalhadas. Também não utiliza radiação ionizante. Em geral, é necessário aplicar contraste na veia. O exame é feito com a paciente deitada de bruços, dentro do aparelho, e pode durar mais que os outros.
Para que serve
A ressonância é indicada em situações específicas, definidas pelo médico, como:
- acompanhamento de pessoas com risco muito elevado, como portadoras de alterações genéticas conhecidas;
- avaliação da extensão da doença em casos já diagnosticados;
- avaliação de próteses mamárias;
- esclarecimento de achados que não foram resolvidos pelos outros exames.
Pontos importantes
Por ser mais complexa e menos disponível, a ressonância não é usada para rastreamento da população em geral. Pessoas com marca-passo, clipes metálicos ou outros dispositivos devem informar a equipe, pois isso pode impedir ou exigir cuidados especiais na realização do exame.
E a biópsia?
Os exames de imagem mostram alterações, mas a confirmação de um câncer só é feita pela biópsia, que consiste na retirada de uma pequena amostra de tecido para análise em laboratório. Ela pode ser guiada por mamografia, ultrassonografia ou ressonância.
O que é o BI-RADS
Os laudos dos exames de mama costumam trazer uma classificação chamada BI-RADS, que vai de 0 a 6. Ela padroniza a forma de descrever os achados e orienta a conduta, como repetir o exame, fazer acompanhamento ou realizar biópsia. A interpretação deve ser feita sempre pelo médico, considerando o contexto de cada paciente.
Dicas para o dia do exame
- leve exames anteriores, para comparação;
- no dia da mamografia, evite usar desodorante, talco ou cremes nas mamas e axilas, pois podem interferir nas imagens;
- informe se há possibilidade de gravidez, próteses ou cirurgias anteriores;
- tire dúvidas com a equipe antes do procedimento.
Cada exame no seu momento
Mamografia, ultrassonografia e ressonância não competem entre si: elas se complementam. A escolha depende da idade, dos sintomas, do histórico e do objetivo da investigação. Por isso, a indicação deve ser feita sempre por um profissional de saúde.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.
Fontes: INCA, “Detecção precoce” (Controle do câncer de mama); Ministério da Saúde, Nota Técnica nº 626/2025.
Imagem de capa: contact me +923323219715 / Pexels (Licença Pexels)
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